Entre escuta e esperança: em Icatu, Defensoria dá voz e contribui com dignidade e protagonismo das comunidades quilombolas

    O acesso à justiça, muitas vezes, começa com algo simples e profundamente humano: o ato de ouvir. Foi com esse propósito que a Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE/MA), em Icatu, deu mais um passo no Projeto Vozes de Cosme, uma iniciativa que tem transformado escuta em ação e presença em cidadania. Na última segunda-feira (4), a equipe do Núcleo da Defensoria no município visitou as comunidades de Boca da Mata, Quartéis e Jacareí dos Pretos, onde ouviu as demandas coletivas e apresentou o trabalho da instituição, impactando diretamente mais de 300 famílias dessas localidades.

    Na agenda, liderada pelo defensor público Magdiel Pacheco, foram realizadas rodas de conversa, em que foram levantadas demandas individuais e coletivas e a população pôde conhecer sobre as atribuições da Defensoria Pública e puderam se manifestar no interesse da proteção da cultura e das demandas quilombolas.

    “As nossas conversas foram marcadas pela confiança e pela partilha. Foi um espaço onde cada fala carregava não apenas demandas individuais, mas também o peso coletivo de uma população que resiste para manter viva sua cultura e garantir direitos básicos. Foram relatos sobre dificuldades de acesso a políticas públicas, sobre invisibilidade e, sobretudo, sobre o desejo de serem ouvidos e respeitados”, relatou o defensor público Magdiel Pacheco, que realizou as visitas acompanhado da assessora Clívia Siqueira e do servidor Daniel Ramos.

    Vozes de Cosme

    O projeto busca construir pontes e expandir o olhar da Defensoria. Idealizado pelo defensor Magdiel, o Vozes de Cosme vem aproximando a DPE das comunidades tradicionais de Icatu. Ao chegar diretamente às comunidades quilombolas, a Defensoria não apenas apresenta suas atribuições, mas se coloca como parceira, como instrumento de transformação social e como espaço seguro para que essas populações possam reivindicar seus direitos.

    A primeira ação ocorreu em março, quando lideranças dessas mesmas comunidades – Boca da Mata, Quartéis e Jacareí dos Pretos – visitaram o Núcleo Regional de Icatu e foram recebidos pelo defensor público e equipe, para uma primeira conversa.

    Os próximos passos já estão desenhados: “Vai ser um ‘Dia da Defensoria’ em cada comunidade visitada. Vai ter o momento de educação em direitos e outro momento para fazer os atendimentos. Porque a ideia, como eu falei para eles, não é só trazer as soluções, mas ensinar também a própria comunidade a resolver os seus problemas jurídicos, saber a quem encaminhar, quem procurar. Queremos justamente levar esclarecimento e empoderar essas comunidades”, relatou Magdiel.

     

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