Defensor Público é um dos vencedores do Prêmio Off Flip de Literatura 2026 e propõe projeto literário de enfrentamento às violências de gênero
O defensor público Bruno Antonio Barros Santos, integrante do Núcleo de Defesa da Mulher da Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE/MA), foi um dos vencedores do Prêmio Off Flip de Literatura 2026, um dos prêmios literários mais tradicionais do país. O autor conquistou o 3º lugar na categoria “Crônica”, que contou com cinco textos vencedores. Os textos serão publicados em uma plaquete, com distribuição gratuita ao público durante a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) 2026.
O evento oficial de lançamento e premiação ocorrerá no dia 24 de julho, integrando a programação do Selo Off Flip na FLIP 2026. A conquista reforça a relevância da produção literária como instrumento de reflexão crítica e transformação social, especialmente quando articulada à atuação institucional da Defensoria Pública.
Paralelamente ao reconhecimento literário, o defensor público também apresentou à Escola Superior da Defensoria Pública do Estado do Maranhão (ESDPE/MA) um projeto literário voltado à promoção dos direitos humanos e ao enfrentamento das violências de gênero por meio da literatura.
A proposta, desenvolvida no âmbito do Núcleo de Defesa da Mulher, possui caráter comunitário e interdisciplinar, envolvendo profissionais da educação pública, lideranças comunitárias, policiais comunitários e integrantes da rede de proteção, incluindo a Patrulha Maria da Penha.
O projeto prevê a realização de oficinas de leitura, debate crítico e escrita criativa, com o objetivo de fomentar a produção textual autoral e a reflexão sobre temas como machismo estrutural, patriarcado, misoginia, androcentrismo, masculinidades hegemônicas e tóxicas, assédio moral e sexual, cultura do estupro e diversas formas de violência de gênero — incluindo a violência doméstica e familiar, obstétrica, menstrual, institucional, processual e política.
Ao longo das atividades, os participantes poderão experimentar diferentes gêneros literários, como contos, poemas, crônicas, cordéis, histórias em quadrinhos e canções populares, escolhendo livremente o formato de sua produção final.
Como resultado concreto, o projeto prevê, a cada edição anual, a publicação de um livro coletivo, com aproximadamente 100 páginas, reunindo os textos produzidos pelos participantes, além da elaboração de uma cartilha de educação em direitos, construída a partir das experiências e reflexões desenvolvidas ao longo do percurso formativo. O projeto está em fase de elaboração e tem previsão de lançamento ainda no primeiro semestre de 2026.