Defensoria Pública cria grupo de apoio para familiares de pessoas com transtornos relacionados ao uso de álcool e outras drogas em Pinheiro

    A Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE/MA), por meio do Núcleo Regional de Pinheiro, realizou, na última sexta-feira (17), o primeiro encontro do Grupo de Apoio aos Familiares de Pessoas com Transtornos Relacionados ao Uso de Álcool e Outras Drogas. A iniciativa foi idealizada pela defensora pública Márcia Mileni e desenvolvida em conjunto com a assistente social do Núcleo, Érica Chagas, buscando oferecer acolhimento, orientação e fortalecimento emocional às famílias que convivem diariamente com os desafios decorrentes da dependência química.

    O encontro aconteceu nas dependências do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e reuniu 13 assistidos, de um total de 18 famílias já acompanhadas pela Defensoria Pública na comarca. Durante a atividade, os participantes compartilharam experiências, esclareceram dúvidas e relataram as dificuldades enfrentadas no cotidiano, além de manifestarem o desejo de continuidade do projeto.

    Durante o encontro, a equipe apresentou a metodologia de funcionamento do grupo, seus objetivos, os limites da atuação e uma proposta de cronograma para os próximos encontros. A atividade foi conduzida de forma participativa, incentivando a escuta qualificada, a troca de experiências e a construção coletiva dos temas que serão trabalhados nas próximas reuniões. Os próprios participantes definiram que as reuniões ocorrerão de forma quinzenal, fortalecendo o compromisso coletivo com a construção de uma rede permanente de apoio. O próximo encontro já está marcado para o dia 7 de agosto, às 9h, também no CAPS.

    Segundo a defensora pública Márcia Mileni, o grupo surgiu da necessidade de olhar não apenas para a pessoa em tratamento, mas também para aqueles que compartilham diariamente os impactos da dependência química.

    "Percebemos que os familiares também precisam ser acolhidos e orientados. Muitas vezes, são eles que sustentam o cuidado diário e enfrentam sentimentos de medo, culpa, ansiedade e esgotamento. O grupo nasce justamente para oferecer um espaço seguro de escuta, troca de experiências e fortalecimento, para que essas pessoas compreendam que não estão sozinhas e possam enfrentar essa realidade de forma mais saudável e informada."

    A assistente social Érica Chagas, que também integra a condução do grupo, ressaltou a importância de criar um espaço permanente de acolhimento para as famílias.

    "Quem convive diariamente com uma pessoa que enfrenta transtornos relacionados ao uso de álcool e outras drogas também precisa ser cuidado. Muitas vezes, esses familiares carregam dúvidas, angústias e sobrecarga emocional sem encontrar um espaço seguro para falar sobre isso. O grupo nasce justamente para fortalecer essas pessoas, promover a troca de experiências e mostrar que elas não estão sozinhas nesse processo."

    Ao longo dos próximos encontros, serão abordados temas sugeridos pelos próprios participantes, entre eles comunicação dentro da família, saúde mental de quem cuida, direitos dos pacientes, tratamento em liberdade, funcionamento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), estratégias para lidar com crises e recaídas, além da violência doméstica relacionada ao uso de álcool e outras drogas.

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