Obra “Ecos do Cárcere” chega ao Maranhão em lançamento articulado pelo Núcleo de Execução Penal da DPE/MA

     

    O lançamento estadual do livro “Ecos do Cárcere: a experiência das mulheres no sistema prisional brasileiro” acontecerá na próxima terça-feira (26), na sede da Defensoria Pública do Estado do Maranhão, em São Luís, após a obra ter sido apresentada nacionalmente durante o XIII Encontro Nacional de Execução Penal, realizado em abril, em Belo Horizonte. O evento reunirá autoras, integrantes do sistema de justiça, sociedade civil, mulheres egressas e apoiadores da pauta da reinserção social feminina.

    Construído a partir da vivência de mulheres que atuam diretamente no sistema prisional, na justiça criminal e em iniciativas de acolhimento e retomada de direitos, o livro propõe reflexões sobre encarceramento feminino, justiça restaurativa, leitura no cárcere, trabalho pós-prisional, dignidade humana e reconstrução de trajetórias de vida.

    Entre as autoras da publicação está a defensora pública do Núcleo de Execução Penal da Defensoria Pública do Estado do Maranhão e coordenadora do programa IYÁ, Suzana Camillo da Silveira Castello Branco. No artigo dedicado ao programa, o IYÁ é apresentado como uma tecnologia social voltada ao fortalecimento da autonomia econômica e emocional de mulheres egressas, por meio de mentoria afetiva, construção de redes de apoio e incentivo ao protagonismo feminino.

    “Quando falamos em reinserção social, estamos falando sobre devolver possibilidades, reconstruir vínculos e garantir que essas mulheres sejam reconhecidas para além da pena. O IYÁ nasce exatamente desse compromisso coletivo de criar caminhos reais de autonomia, pertencimento e dignidade. No fundo, o que o programa mostra, e o livro reforça, é que a execução penal só faz sentido se for capaz de produzir futuro”, apontou a defensora pública Suzana Camillo.

    A publicação também se destaca pela pluralidade das autoras, reunindo defensoras públicas, magistradas, promotoras de justiça, advogadas, pesquisadoras, artistas e mulheres egressas do sistema prisional, fortalecendo o debate sobre execução penal sob a perspectiva de quem vivencia diariamente essa realidade.

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